Destilam lembranças frias, doridas, às vezes mornas, no mel carcomido, nas rosas despidas de beleza, nas faces estonteantemente pálidas, no amor desfalecido, ludibriado, pisado, cuspido, escarrado. Isso deveras me faz mal... Vociferam o vomito, a mágoa, o rancor. Chuva passageira e brochante... Por outro lado, sutilezas, possibilidades, desconstruções, escárnios, nada levado a sério. Deslizes que me situam no vazio criativo, fértil. Equívocos que multiplicam, que desmembram. Em verdade, devo dizer que a vida não vale, ou certamente não transpareçe muita seriedade. Então por isso que se desbunde essa incógnita, esse fantasma que nos assombra com suas dúvidas, com seus temores, com os seus valores estúpidos. Perca o controle, a razão, a consciência... Meras bobagens... Repouso maldito que acomoda a ira de quem um dia se embriagou com as doses babacas da estupidez mais gritante. Apenas esqueci a mim mesmo. Devore tudo. Não deixe escapar as minúcias, as decepções, as gotas de sangue que nos laceram... Apenas amei... Agora apenas mais sóbrio, mais insosso, ou talvez um agradável talvez de nada ser, de nada poder. Quem sabe? Apenas me enterre se nada der certo...
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