Lembranças que esfacelam, que escarnecem os beiços podres, as úlceras que se expandem a cada suspiro... A falta, a plenitude do gozo, a lacuna que se assoma, a mão que se lança no vácuo, o desespero de não tê-la! Balbucios, vozes estúpidas que me aguardam no final de cada dia, esperanças, ridículas expectativas! Abismos, fossas cotidianas, ao som de fugas, fantasmas mirabolantes, má-fé, ilusões, minto para mim mesmo, flagelos em meu dorso largo, dores estupendas, jorros de porra, cócegas malditas, maldigo o que faço no esboço caricato que é a minha presença... Rabiscos pálidos, serenos, fabulações. Mais fantasmas, imagem fantástica, cinzenta, morta... Espectros, lívidas, tíbias, adoráveis reminiscências... Lascivos e oníricos anseios... Desejos, fugas, real, bem... bem... distante...
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