Corte, navalha que esfacela o gozo, vontade débil, astênica, espírito aleijado pelas foices intempestivas que imbuem resquícios turvos, mágoas que se perdem nas fibras que se esvaem a cada ensejo de crise... Soluços, vozes que se lançam em rasgos, angústia intumescente, insuportável, estase, campo hermético, intransponível, estreiteza de um corpo empedernido, cristalizado em formas monótonas, previsíveis, redundantes... Engasgado, sufocado por lâminas que definham seus passos, enleios, laços que amordaçam nossos calcanhares, nossos avatares... Pouca largura, mesquinhez, dorso coagido por falas, lábios de arautos de sapiência indubitável, dedos estendidos que apontam suas juras de lugares outros inefáveis... Navalhas, cortes na carne que destilam lágrimas escarlates... Lata de merda, indigência dos fracos, palidez que se faz preterível, pois todo aquele que a lâmina tocar labaredas de dor, ostracismo, por sua falta para com os outros, com a verdade...
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