terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CISÃO


Caótica, se arrasta, se impregna de dor confusa, cabeça se fende, escumas, fissuras, babas de um velho  morto atravessam a sala sob um tapete esdruxulo, desengonçado, metido rente a parede que se faz conhecida ao mesmo tempo velha pintada pelo senhor de mau gosto, vizinho meu E DAÍ? Nada mais faz sentido! Rosna o transiente numa coleira seguido pelo seu dono peludo e educado, bem cordial, por sinal, praças pássaros coloridos dia bizarro sol manchas no céu PRENÚNCIO DO INFERNO carros velhos novos invadem o espaço Eu na praça de pássaros coloridos SÓ Velhas pernas Bucetas carrancudas Magoas Rios de choro Lágrimas Carolas Apenas meu desprezo Cisão desprezo pela carne insossa indômitos pensamentos meus cachorros que perambulam pelas ruas de novo imundas pelas pessoas que ignoro nojentos toscos rastros medo insanidade quadros feitos de madeira gritos de liberdade exposição de possibilidades bailarinos musicas frenéticas praças coloridas de  pássaros bizarros atraentes vôos precipitações magníficas carros novos velhos novos inundam o espaço cidade estranha aconchegante irritante desconfortável pensamentos pensamentos pensar cansaço dores confusas escumas babas se arrasta para algum lugar Novidades talvez as pegue mãos lisas frouxas macias extremamente alegres álacres vagal meu amigo pusilânime espero  por outros Encontros bobos algo escapa percepção falha de si para  onde vai? Não se sabe quem é ilusão imagem  margem mão pulsão repetição MASTURBAÇÃO

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