terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O DEVIR DO GOZO

Vozes roucas a rasgarem o silêncio irritante de uma noite insípida contemplada por ouvidos esfacelados por doses aéreas de volúpia desvairada... Corpo jocoso a se lançar pelo leito úmido de sua alcova serena, de poucas palavras... Olhos a esfacelarem a cortina que se debruça pela janela vadia sempre solicita a vento forasteiro de aromas longínquos, tão enigmáticos... Pálpebras que lentamente se fecham aos sussurros de vozes perfumadas pelas ilusões de coração ingênuo, trôpego, tísico... Lábios que se lambuzam com contornos de espectros lascivos que se evaporam em gotículas de porra pelo átrio de sua boca sacana... Bicos de seus seios que se fazem excitados ao toque ilusório de dedos e língua sensíveis em movimentos ora circulares, ora desorganizados... Contorce-se tresloucada sob um véu de luxúria, sob cálice de lascívia que se espraia como escumas escarlates de deleites, de pueris vaidades... Flui liquefeito, pegajoso o gozo pelo rabo estrondoso, devasso, de salientes formas, exuberantes, CÚ esplêndido, carnoso... 

Enfim se aquieta, se dissipa... IMÓVEL! A fantasia se esvai... Meu pinto mole, melado, satisfeito... A puta se evapora com o meu esguicho de porra.... Cenas de uma boa punhenta... Enfim acendo meu cigarro. Aff... se fosse possível... Mas que puta!

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