domingo, 10 de março de 2013

CU




O ânus sujo de sangue e de merda bem após o longo período de convalescença.  Menorréias anais em fluxo de acanhamento pálido e de perda da virilidade intocável. Não tolamente errem em meio de especulações equivocadas sobre tais palavras. Apenas o ânus sangra e não sangra pela violência de um potente falo. Não há falo nas entrelinhas. Apenas sangra pelo fato, quiça, de querer sangrar. Ou sangra pela perda da merda que se vai sem cerimônia e ainda lhe deixa um fétido odor como lembrança. Ingrata. As gotas lhe são como lágrimas encarnadas na metáfora do despeito do cú que chora. Chora, Cú! Não tenha receio, ou constrangimento, de expressar sua dor. Arrote se quiser. Fique cheio de bosta. Boicote à limpeza. Ignore a higiene. O que todos querem de você é sempre “o vai tomar no cú”! Jamais se esqueça disso, pois você, Cú, continua repleto de sangue. É o seu sangue que se perde. Chore, Cú. Chore...


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