Ecos intrometidos a resvalarem pelos
volúveis e leves dedos de sua língua ferina, maldita, corrosiva. Amor moribundo
a deixar marcas em carne enrijecida pelo ressentimento intragável a permanecer
em estômago pusilânime, em espírito pífio, servo de paixões, de signos que o escarram como covarde
canalha, escroto, ignóbil. A sua verdade no fel de devassidão de lábios a
espancarem seu espírito, calejado pelas farpas de suas mentiras adocicadas pelo
amargor de seus lindos olhos verdes, a entoarem versos trôpegos, densos a se
esvaírem por linhas leves, frouxas, fluídas em seu complô silencioso, em sua
trama enigmática, lisa, imperceptível...
Conversinha de putinha, de merdinha, a
morder os cotovelos pelas farpas que esfacelam suas vísceras mais intimas, sua
mágoa mais sincera, sua vaidade mais arredia a se enovelar pelas pistas que se
perdem pelos discursos de sua carne a se endurecer como pinto mole sem vida,
sem tesão por uma bucetinha úmida, salgadinha. Corpo a padecer pelo gume
infalível de navalha vertiginosa, aguda, traiçoeira, porém bela e fascinante em
seus cortes de superfície que maquiam penetrantes pulsões silentes, discretas.
Sua estupidez é dispendiosa, sua carne mais hermética, refém do reflexo
pretérito, pois seu cu cada vez mais violado, arrombado pelo toque sádico e
irremediável de seu beijo.
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