sexta-feira, 1 de junho de 2012

OS VERSOS DISTANTES DA NOITE


Contornos suaves a esboçarem a imensidão de faces frias dos amantes das ventanias que sussurram em nosso peito cismado as vadias canções de ninar tão vacilantes, tão aconchegantes à medida que deitamos sob os assobios tímidos, luminosos do monólogo da noite... Enfim observamos sua agonia, nós, poetastros, pois auscultamos sua beleza velada, negada, receosa em ser alcançada, metrificada pelo cinzel da poiesis de um demônio bendito, delicado, aborrecidamente INQUIETO! A fumaça se encanta nas cinzas gélidas sob os lábios sequiosos por suspiros a admirarem o espetáculo do LUAR que se lança como rapariga sem-vergonha nas penhas que se perfilam no horizonte admirável, pitoresco, inefável. A cada retalho cosemos as fadigas de suas idas e vindas em singulares descompassos, desarranjos, no bordel de palavras frouxas, escorregadias a desvelarem a sensação ignota, porém infinita, do entorno expansivo, contagioso, de seus versos distantes, fugidios, cautelosos, abundantes... 

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